domingo, 5 de fevereiro de 2017

CHAPEUZINHOS COLORIDOS

ESCOLA ESTADUAL ESTUDANTE LÍVIA MARA DE CASTRO



TRABALHO REALIZADO COM OS ALUNOS DO 2º ANO


CHAPEUZINHOS COLORIDOS

                 OBJETIVO:


O objetivo deste projeto é trabalhar a leitura, o reconto oral e escrito, pontuação, criatividade, bem como despertar nos alunos o interesse pela leitura de forma prazerosa.
 Iniciamos o projeto relembrando a história clássica de Chapeuzinho Vermelho. Primeiramente a professora contou a história através do livro literário e posteriormente os alunos assistiram o filme da Chapeuzinho Vermelho. 

Os alunos fizeram o reconto oralmente e fizemos uma reflexão sobre as atitudes de Chapeuzinho Vermelho. Momento em que foram destacadas as atitudes positivas e negativas. E as consequências dessas atitudes.

Após essa etapa iniciamos o trabalho com o livro Literário: Chapeuzinhos Coloridos. A cada semana trabalhamos uma estória da Chapeuzinhos Coloridos.  Chapeuzinho Azul, Lilás, Verde, Cor de Abóbora, Branca e Preta, cada uma com suas características, suas vontades,  aventuras e valore. Também resaltamos a importância de refletirmos o moral de cada história,  (refletir sobre valores e cidadania).  
Trabalhamos uma sequencia didática, e sempre finalizamos com uma produção de texto (reconto das histórias). 
Para finalizar o projeto todo os alunos construiram uma nova versão de Chapeuzinhos coloridos, escolhendo uma cor de sua preferência e um moral de história. Os "livros" foram expostos na feira literária da escola. 



ORIENTAÇÃO SEXUAL - 5º ANO



Projeto: "Orientação sexual"



A orientação sexual faz parte dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que orientam o trabalho nas escolas do nosso país desde 1997. O interessante é que o termo utilizado é “educação sexual”, em vez de “orientação”. Porém, o texto não fala em obrigatoriedade de uma disciplina específica para o tema, mas sugere que ele faça parte do projeto pedagógico das instituições de ensino. Sugere-se que a orientação sexual seja oferecida pela escola, de forma a abordar com as crianças e os jovens as repercussões dos conteúdos transmitidos pela mídia, pela família e pelas demais instituições da sociedade. Espera-se que seja aberto um espaço para discussão e esclarecimentos, onde os jovens - que já trazem alguns conhecimentos sobre o assunto - possam receber da escola informações atualizadas do ponto de vista científico para, a seguir, terem subsídios para desenvolverem atitudes coerentes com os valores que ele próprio eleger como seus.



Público Alvo: Alunos do 5º Ano

Justificativa:
A educação sexual e a afetividade são temas preocupantes para os pais e professores que estão formando cidadãos responsáveis pelos seus atos. A transmissão de doenças, o uso de drogas, o alcoolismo atrelada à violência, gravidez indesejada, principalmente na adolescência e outros temas relacionados.
O adolescente precisa conhecer e respeitar seu corpo, ter consciência dos efeitos das drogas, discernir tabus de valores e atitudes, identificar sua vulnerabilidade e reconhecer o seu valor como "pessoa única e insubstituível".
O projeto visa utilizar metodologias, técnicas e dinâmicas de grupo, abordagem de temas da sexualidade, afetividade e drogas, visando à formação de valores e padrões comportamentais que levem em conta a preservação da vida, da saúde e da integridade física, moral e intelectual dos nossos adolescentes.

Objetivos:
- Desenvolver nos alunos o respeito pelo corpo (o próprio e o do outro);
- Refletir sobre diferenças de gênero e relacionamentos;
- Entender as mudanças que ocorrem na puberdade;
Desenvolver a autoestima;
- Identificar transformações do seu próprio corpo;

- Promover atitudes positivas face à sexualidade.


Objetivo geral
 - Compreender as mudanças fisiológicas e emocionais próprias da sua idade.

Conteúdos
- Corpo humano
- Sistema reprodutivo
- Padrões de beleza

Desenvolvimento 

1ª etapa 

Envolvimento dos pais (reunião com as famílias para apresentar o programa).

2ª etapa

Vídeos
Palestras

Pesquisas

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Homenagem ao Guilherme


Minha homenagem ao pequeno Guilherme, que foi brutalmente assassinado pelo padrasto



Minha participação no livro:

 Palavras guardadas, 
Poesia, prosa e reflexão
volume IV



Betim, 22/10/2016






quinta-feira, 3 de novembro de 2016

"NÃO PEC"

“NÃO PEC”

Depois de tantos gastos, de tanta corrupção.
Vem a PEC 241,
mas eu não aceito, não.

Um turbilhão de escândalos,
máfia dos fiscais, mensalão,
propina e prisão.

Prisão de gente importante,
políticos, empresários,
gente do alto escalão.

O Brasil que estava crescendo,
agora só decepção, desemprego, inflação,
 falta de investimento na saúde, segurança e até na educação.

O que será do povo?
Em quem irá confiar.
O político que ele vota, pra lhe representar.

Depois de eleito; esquece o povo sofrido.
Só pensa em seu próprio benefício,
e em dinheiro ganhar.

O povo que vai se lascar,
de tanto trabalhar,
para os impostos pagar.

Se a gente não abrir os olhos,
se a gente não acordar,
Vinte anos congelados os recursos irão ficar.
  
Não aceitem essa PEC,
vamos todos protestar,
Se você ficar calado, depois não adianta chorar,
e até mesmo reclamar.

Saúde, educação, segurança, sem investimento...
Se agora está ruim, imagina daqui alguns anos,
com a população crescendo e também envelhecendo.

Acorda, Povo sofrido.
Não PEC, vai protestar.
Defender o que é seu, não deixe o ladrão levar.

Eu sei que está tudo errado,
logico que tem que mudar,
mas comece lá de cima, de onde tem que cortar.

Comece dos altos salários,
dos senhores deputados.
comece a cobrar impostos dos grandes empresários.

Tire dos ricos e não dos pobres.
O povo brasileiro, que é um povo guerreiro,
um povo trabalhador, não pode pagar a conta da crise que se instalou.

Andréa Guimarães

02/11/2016







domingo, 30 de outubro de 2016

Educação vem do berço

Educação vem do berço



Expressão que fora recorrentemente utilizada para dizer que: os valores, o respeito, a ética, bem como os princípios devem ser ensinados em casa desde cedo, ou seja, “desde o berço”.
Durante a infância é que as crianças devem aprender os bons valores, e quem tem essa responsabilidade são os pais, os quais podem garantir que seus filhos se tornem adultos melhores no futuro.
Hodiernamente, muitos pais têm falhado no processo educacional dos filhos, criando-os sem limites, sem disciplina, deixando-os fazer o que bem querem, dando-lhes de tudo; mesmo quando desmerecem serem recompensados.
Ainda, os responsáveis primários pela educação, os pais, muitas vezes atribuem erroneamente a escola a tarefa de educar seus filhos, pois, a escola não é detentora de tal responsabilidade, escola é apta para desenvolver o cognitivo, trabalhar a interação social, bem como reforçar os valores sociais e humanos.
Em consonância com o exposto, relato o que certo dia ouvi em um programa de televisão: um artista relatava que em sua casa ele se policiava para não dizer a sua filha de 1 ano e 2 meses a palavra “Não”, porque ela (a criança) poderia ficar traumatizada. Certamente essa criança crescerá achando que poderá fazer tudo, e, por conseguinte, no futuro será um adulto sem limites e despreparado para receber os “NÃOS” da vida.
Mediante o exposto, fica-lhes o alerta, pais abram seus olhos enquanto é tempo, colocar o filho de castigo, dizer NÃO, retirar dele o que mais gosta, não irá traumatiza-lo, não irá frustra-lo.  Frustrados ficarão os pais que não educarem os filhos devidamente em tempo hábil de forma em que no futuro se darão conta de seu erro, mas, que será tarde demais.

Por Andréa Guimarães
30/10/2016

domingo, 3 de julho de 2016

Quais são os principais transtornos


As pesquisas científicas sobre distúrbios de aprendizagem são relativamente recentes – ganharam relevância a partir dos anos 1980. Ainda não existem testes padronizados mundialmente para diagnosticá-los, embora haja referências importantes. Com isso, é difícil encontrar crianças com diagnóstico fechado de outros transtornos além dos mais conhecidos. como dislexia e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou sem Hiperatividade (TDA)


DISLEXIA

 Muitas crianças com esse distúrbio de aprendizagem são consideradas por seus pais e professores como preguiçosas, desinteressadas, distraídas e outros adjetivos que elas gostariam de esquecer.
A Dislexia do desenvolvimento é considerada um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizada por dificuldade no reconhecimento preciso e/ou fluente da palavra, na habilidade de decodificação e em soletração. Essas dificuldades normalmente resultam de um déficit no componente fonológico da linguagem e são inesperadas em relação à idade e outras habilidades cognitivas. (Definição adotada pela IDA – International Dyslexia Association, em 2002. Essa também é a definição usada pelo National Institute of Child Health and Human Development – NICHD)


Possíveis Sinais
Alguns sinais na Pré-escola
·         Dispersão;
·         Fraco desenvolvimento da atenção;
·         Atraso do desenvolvimento da fala e da linguagem
·         Dificuldade de aprender rimas e canções;
·         Fraco desenvolvimento da coordenação motora;
·         Dificuldade com quebra-cabeças;
·         Falta de interesse por livros impressos.
Alguns sinais na Idade Escolar
·         Dificuldade na aquisição e automação da leitura e da escrita;
·         Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
·         Desatenção e dispersão;
·         Dificuldade em copiar de livros e da lousa;
·         Dificuldade na coordenação motora fina (letras, desenhos, pinturas etc.) e/ou grossa (ginástica, dança etc.);
·         Desorganização geral, constantes atrasos na entrega de trabalho escolares e perda de seus pertences;
·         Confusão para nomear entre esquerda e direita;
·         Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas etc.;
·         Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou longas e vagas;


 HIPERATIVIDADE E DÉFICIT DE ATENÇÃO

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD.

O verdadeiro comportamento hiperativo interfere na vida familiar, escolar e social da criança. As crianças hiperativas têm dificuldade em prestar atenção e aprender. Como são incapazes de filtrar estímulos, são facilmente distraídas. Essas crianças podem falar muito, alto demais e em momentos inoportunos. 

Sintomas de TDAH
O TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas:
·         Desatenção
·         2) Hiperatividade-impulsividade

O TDAH na infância em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como "avoadas", "vivendo no mundo da lua" e geralmente "estabanadas"  ou “ligados por um motor” (isto é, não param quietas por muito tempo). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites.

Causas do TDAH

Já existem inúmeros estudos em todo o mundo - inclusive no Brasil - demonstrando que a prevalência do TDAH é semelhante em diferentes regiões, o que indica que o transtorno não é secundário a fatores culturais (as práticas de determinada sociedade, etc.), o modo como os pais educam os filhos ou resultado de conflitos psicológicos.

Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.

O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento de um sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios).
Existem causas que foram investigadas para estas alterações nos neurotransmissores da região frontal e suas conexões.


      A)   Hereditariedade:

Os genes parecem ser responsáveis não pelo transtorno em si, mas por uma predisposição ao TDAH. A participação de genes foi suspeitada, inicialmente, a partir de observações de que nas famílias de portadores de TDAH a presença de parentes também afetados com TDAH era mais frequente do que nas famílias que não tinham crianças com TDAH. A prevalência da doença entre os parentes das crianças afetadas é cerca de 2 a 10 vezes mais do que na população em geral (isto é chamado de recorrência familial).

Porém, como em qualquer transtorno do comportamento, a maior ocorrência dentro da família pode ser devido a influências ambientais, como se a criança aprendesse a se comportar de um modo "desatento" ou "hiperativo" simplesmente por ver seus pais se comportando desta maneira, o que excluiria o papel de genes. Foi preciso, então, comprovar que a recorrência familial era de fato devida a uma predisposição genética, e não somente ao ambiente. Outros tipos de estudos genéticos foram fundamentais para se ter certeza da participação de genes: os estudos com gêmeos e com adotados. Nos estudos com adotados comparam-se pais biológicos e pais adotivos de crianças afetadas, verificando se há diferença na presença do TDAH entre os dois grupos de pais. Eles mostraram que os pais biológicos têm 3 vezes mais TDAH que os pais adotivos.

Os estudos com gêmeos comparam gêmeos univitelinos e gêmeos fraternos (bivitelinos), quanto a diferentes aspectos do TDAH (presença ou não, tipo, gravidade etc...). Sabendo-se que os gêmeos univitelinos têm 100% de semelhança genética, ao contrário dos fraternos (50% de semelhança genética), se os univitelinos se parecem mais nos sintomas de TDAH do que os fraternos, a única explicação é a participação de componentes genéticos (os pais são iguais, o ambiente é o mesmo, a dieta, etc.). Quanto mais parecidos, ou seja, quanto mais concordam em relação àquelas características, maior é a influência genética para a doença. Realmente, os estudos de gêmeos com TDAH mostraram que os univitelinos são muito mais parecidos (também se diz "concordantes") do que os fraternos, chegando a ter 70% de concordância, o que evidencia uma importante participação de genes na origem do TDAH.

A partir dos dados destes estudos, o próximo passo na pesquisa genética do TDAH foi começar a procurar que genes poderiam ser estes. É importante salientar que no TDAH, como na maioria dos transtornos do comportamento, em geral multifatoriais, nunca devemos falar em determinação genética, mas sim em predisposição ou influência genética. O que acontece nestes transtornos é que a predisposição genética envolve vários genes, e não um único gene (como é a regra para várias de nossas características físicas, também). Provavelmente não existe, ou não se acredita que exista, um único "gene do TDAH". Além disto, genes podem ter diferentes níveis de atividade, alguns podem estar agindo em alguns pacientes de um modo diferente que em outros; eles interagem entre si, somando-se ainda as influências ambientais. Também existe maior incidência de depressão, transtorno bipolar (antigamente denominado Psicose Maníaco-Depressiva) e abuso de álcool e drogas nos familiares de portadores de TDAH.


B) Substâncias ingeridas na gravidez:

Tem-se observado que a nicotina e o álcool quando ingeridos durante a gravidez podem causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê, incluindo-se aí a região frontal orbital. Pesquisas indicam que mães alcoolistas têm mais chance de terem filhos com problemas de hiperatividade e desatenção. É importante lembrar que muitos destes estudos somente nos mostram uma associação entre estes fatores, mas não mostram uma relação de causa e efeito.


C) Sofrimento fetal:

Alguns estudos mostram que mulheres que tiveram problemas no parto que acabaram causando sofrimento fetal tinham mais chance de terem filhos com TDAH. A relação de causa não é clara. Talvez mães com TDAH sejam mais descuidadas e assim possam estar mais predispostas a problemas na gravidez e no parto. Ou seja, a carga genética que ela própria tem (e que passa ao filho) é que estaria influenciando a maior presença de problemas no parto.


D) Exposição a chumbo:

Crianças pequenas que sofreram intoxicação por chumbo podem apresentar sintomas semelhantes aos do TDAH. Entretanto, não há nenhuma necessidade de se realizar qualquer exame de sangue para medir o chumbo numa criança com TDAH, já que isto é raro e pode ser facilmente identificado pela história clínica.


E) Problemas Familiares:

Algumas teorias sugeriam que problemas familiares (alto grau de discórdia conjugal, baixa instrução da mãe, famílias com apenas um dos pais, funcionamento familiar caótico e famílias com nível socioeconômico mais baixo) poderiam ser a causa do TDAH nas crianças. Estudos recentes têm refutado esta ideia. As dificuldades familiares podem ser mais consequência do que causa do TDAH (na criança e mesmo nos pais).

Problemas familiares podem agravar um quadro de TDAH, mas não causá-lo.

Sejam quais forem as limitações no processo de aprendizagem, além da dislexia (como também nos distúrbios de aprendizagem, transtornos globais do desenvolvimento e outros) a intervenção sempre se faz necessária. A escola sozinha nunca dará conta de resolver estas dificuldades. Para estas crianças, adolescente e até adultos com um desempenho deficitário, uma intervenção correta também ajudará na baixa autoestima que eles apresentam.



Por Andréa Guimarães


REFERÊNCIAS



Disponível em:  http://www.dislexia.org.br/index.php/dislexia. Acesso em 03/07/2016

Disponível em: http://www.tdah.org.br/. Acesso em 03/07/2016